Palestras e Workshops

Como especialista no campo de Audiovisual em Novas Mídias, Vitor Alli ministrou palestras e workshops em Universidades, Colégios e Festivais – onde também atuou como mediador e debatedor. Dentre os assuntos já debatidos estão:

 

Amador como Modelo Produtivo

A produção audiovisual vem sendo facilitada desde a insurreição das câmeras de vídeo, o barateamento de tecnologias, o surgimento de programas de código aberto e os novos modelos de distribuição de bens culturais. Conceber, filmar, editar e distribuir: todos os processos à mão de qualquer interessado. Neste contexto, surge portanto a figura do Amador, aquele que, sem formação técnica, se utiliza destes aparatos digitais para produzir conteúdo. A presença deste sujeito no contexto produtivo das novas mídias estreita a zona de conforto dos profissionais, balança a corda-bamba. Torna-se interessante pensar que quem desponte no meio da comunicação sejam pessoas que nada estudaram de comunicação. Neste contexto conturbado de amor e consumo na pós-modernidade emerje este sujeito amador – que ama o que faz e, portanto, apenas faz.

 

Oficina de Montagem de Equipamentos

A partir dos ensinamentos do Gorette Gourmet Show, Vitor Alli (ou Quentinho Tarantella, o personagem) ensina a montar equipamentos para produção de vídeos com materiais baratos. Steadycams, Dollies, Suportes, Efeitos Especiais, Teleprompter e outros artigos, são artesanalmente criados com Canos de PVC, Pedaços de Madeira, Alumínio, Espumas e outros ingredientes de fácil acesso. Nesta Oficina, aprende-se primordialmente o valor da criatividade para superar obstáculos. Suas limitações não são os limites da sua criatividade, mas, sim, seu ponto de partida.

 

Direção e Produção Audiovisual

O Workshop busca entender os processos de criação de um vídeo – esmiuçando as etapas de pré-produção, produção e pós-produção. Com o foco na áreas de direção. Vamos mapear as funções do diretor, seus grandes desafios e o seu papel enquanto força motriz de uma grande engrenagem produtiva. Atividades práticas e exercícios mostrarão a importância do planejamento e do apuramento da ideia para alcançar estéticas e formatos criativos. Entenderemos a influência do trabalho do diretor e como suas diversas escolhas operam de maneira irreversível em “como contar histórias”.

 

Cultura do Remix

No contexto da Cibercultura, das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, o espaço destinado à colaboração é cada vez mais expandido. Vivenciamos uma nova relação entre tecnologia e sociabilidade. Uma das linhas-mestre destes novos aspectos culturais é a remixagem, que nos leva diretamente à reapropriação, ao reuso, à reciclagem.  Hoje, os limiares de conceitos como o de “autoria” se tornam difusos e demandam atualizações. Na cultura pós-moderna, somos incitados a produzir, apropriar, ressignificar, recombinar. Que novas práticas estas tecnologias trouxeram para o audiovisual? Quais as novas questões? Como se situar no contexto da propriedade intelectual, do bem imaterial, da originalidade, da cópia, da pirataria, do direito autoral?

 

Narrativas de Curtíssima Duração

Globalização, Telas Menores, Profissionais Multi-tarefa – cada vez mais somos incitados a acelerar nossa percepção frente ao mundo e, portanto, frente aos produtos culturais. Com as possibilidades que o audiovisual ganha ao surgir a Internet e a Banda Larga, como o acompanhar as mudanças de percepção de alguns espectadores?Que estéticas estão em jogo? Que formatos sofreram alterações com estes impactos? É possível se estender na Internet? Dá para contar histórias complexas em poucos segundos? Os formatos curtos clássicos se modificaram? Quem produz? Quem assiste? É somente na Internet que este tipo de produto é bem aceito? Em que outras mídias, pequenas narrativas promovem comunicação?