Faz tempo não venho a público, pessoalmente, me colocar frente ao mundo, expor minhas ideias de maneira clara e direta enquanto Vitor Alli. Passei um tempo trabalhando muito e eu estou sempre por aí falando coisas publicamente. Mas agora é diferente: não quero mais falar como o empresário, o funcionário, nem como Cidney Astral, Quentinho Tarantella ou qualquer outra representação que eu tenha exprimido desde que comecei minha (ainda jovem) carreira.
Até hoje colho os frutos da obra-prima (prima enquanto primeira) e acho incrível no que o “Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual” se tornou. Nunca fui a público comentar sobre os resultados da obra. Quem me acompanha já deve saber que o vídeo foi pensado para o festival da UFRJ e, ao colocar na Internet, ele cresceu de um jeito que eu não pude controlar – e nem quis fazê-lo. Foi ótimo. E era uma época em que poucos tinham acesso ao Youtube.
O vídeo rodou dez festivais brasileiros, ganhou cinco prêmios e alcançou ao todo cerca de 250 mil acessos (juntando os diferentes players). Lembrando que se comparado a um vídeo que sai hoje no Não Salvo, este número é apenas bom (o vídeo que fiz com o Cid, responsável pelo mesmo blog, tem mais de 2 milhões de acessos atualmente). O fato é que a obra conseguiu rodar entre públicos diferentes e resultar em algumas ações completamente impensáveis quando da realização do vídeo. Apesar disso, nunca agradeci publicamente, nem fiz comentários sobre a carreira que vem se consolidando desde então.
É por isso que, aos poucos, farei isto por aqui, pelo Blog do meu novo site. Tenho apenas quase quatro anos de experiências acumuladas para compartilhar. Só ano passado foram quase 40 vídeos produzidos – e ninguém sequer imagina isso. Pois bem: a quem interessar, disponho destas breves páginas virtuais. Começando neste momento com um grande Obrigado.
